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Henrique Meirelles participa de encontro no Secovi-SP
Recebido pela diretoria e associados da entidade, presidente do Banco Central afirmou que o bom desempenho do País na crise não foi obra do acaso
Em reunião da política “Olho no Olho” do Secovi-SP (23/11), o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou que o Brasil pós-crise está pronto para a retomada do crescimento econômico. “A crise foi gerada pelo colapso do sistema internacional de crédito, cuja restrição a exportadores reduziu a atividade econômica e afetou a todos. Felizmente, tínhamos recursos para uma injeção de liquidez em moeda estrangeira e reservas em depósitos compulsórios. Com isso, conseguimos resistir”, relatou.
De acordo com Meirelles, o bom desempenho do País na crise não foi obra do acaso. “Faço uma analogia com a história de uma antiga civilização que, diante da estiagem e perda de colheitas, orava aos deuses para chover (sem sucesso). Alguém sugeriu construir um canal de irrigação. Mas o povo resistia e insistia no vodu – seria necessário cruzar uma pequena floresta e havia o risco de malária, que sacrificaria os homens. Até que, sem alternativa, concordaram em fazer a obra e resolveram o problema. Mas, a população continuou achando que isso aconteceu porque eles não pararam de dançar e pedir aos deuses. Este mesmo raciocínio vale quando alguns tentam explicar o fato de o Brasil ter se dado tão bem na crise.”
O presidente do Banco Central apresentou uma série de números que comprovam a retomada da economia nacional. É grande a confiança do setor industrial e do consumidor, graças à preservação da massa salarial, aliada a programas sociais. “A criação de empregos foi recorde em outubro – 231 mil postos de trabalho. Só a construção civil criou, em 2009, 210 mil vagas. O crédito imobiliário é crescente e a inflação, fator de imprevisibilidade, está sob controle.”
Para Meirelles, as perspectivas são positivas: continuação da estabilidade macroeconômica (o que beneficia diretamente a construção civil, pois permite maior crédito e prazos mais longos). “O Brasil sai forte da crise. O prognóstico é de um PIB de 5% em 2009”, afiançou.
